Estrada longa, destino longo

Seu destino se parece com o quê?

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Você já reparou que a palavra “destino” no dicionário da língua portuguesa tem um significado duplo? Curiosamente, ao mesmo tempo em que o dicionário assinala a palavra destino com significados como “circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis ” e “entidade misteriosa que determina as vicissitudes da vida”, ele também diz que destino é “objetivo, lugar para a que se dirige uma pessoa”. Olha só o verbete abaixo que eu retirei do dicionário Michaelis online:

des.ti.no
sm (de destinar) 1 Encadeamento de fatos supostamente fatais; fatalidade. 2 Circunstância de ser favorável ou adversa às pessoas ou coisas esta suposta maneira de ocorrerem os fatos. 3 Fado, sorte. 4 Objetivo, fim para que se reserva ou destina alguma coisa. 5 Lugar a que se dirige ou para onde é expedida alguma pessoa ou coisa. 6 Entidade misteriosa que determina as vicissitudes da vida. 7 Direção: Partiu com destino a São Paulo. 8 Fim, termo, sumiço. 9 Emprego, aplicação. Sem destino: ao acaso.Dicionário Michaelis

Inspirado nessa aparente ambiguidade da palavra destino, nesta semana trago para você um trecho do meu e-book “Mestre do Tempo” para a sua reflexão (não baixou o ebook ainda? Clique aqui). Pense um pouco a respeito e avalie como está a condução de sua vida. Seu destino parece com o quê?

O veleiro no oceano - analogia de sua vida.
“Tenho uma analogia para a sua reflexão. É uma comparação da sua vida com um veleiro no oceano.

Há duas maneiras de você conduzir um veleiro no oceano. Um dos jeitos é fácil e passivo. É só você deixar o seu barco ao sabor das ondas e dos ventos. É no estilo daquela música do Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar, vida leva eu”.

Você simplesmente vai indo, indo, indo para onde a natureza o levar. Vai vivendo dia após dia e reagindo ao que vai acontecendo. Às vezes, você encalha numa praia. Pode ser um lugar bacana e abundante. Também pode ser um lugar deserto e sem graça. O lugar onde você foi parar não dependeu de você. Dependeu das forças externas (ondas e ventos), as quais você entregou o seu barco e sobre as quais não tem controle.

Outra maneira de conduzir o seu barco é de forma ativa. Você sabe aonde quer chegar. Você estende as velas e usa as forças dos ventos e das marés para impulsionar o barco na direção que você escolheu. Você segura o leme firme e vai corrigindo o curso quando necessário para manter o barco na rota correta até chegar ao destino anteriormente escolhido.

Aqui você participa diretamente da condução do seu barco. A forma ativa parece simples (afinal, é só escolher o destino e conduzir o barco até lá), mas não é tão fácil assim. Precisa de dedicação, trabalho e atenção para fazer as correções de rota sempre que necessário.

Qual o ponto importante desta analogia? É o seguinte: não importa qual a maneira escolhida por você para conduzir o seu barco, de qualquer maneira a responsabilidade é e será sempre sua.

Se você preferir usar a forma passiva e o seu barco vier a aportar numa praia que você não goste, você não tem direito nenhum de reclamar. Afinal, você poderia ter direcionado o barco para outro destino antes de chegar nessa praia, porém você não fez isso…

Vários de meus clientes de Coaching têm queixas parecidas:

  • Não consigo alcançar aquilo que eu gostaria de obter (não cheguei à praia certa).
  • Vejo outras pessoas crescendo enquanto eu não saio do lugar (vejo barcos se distanciando em direção a praias melhores enquanto o meu barco está aqui, parado nesta praia sem graça).
  • Não encontro sentido nisto que eu estou fazendo profissionalmente (a minha praia está muito chata!).

Mas lembre-se. O barco é seu. VOCÊ escolhe se quer ficar, se quer partir, se quer ir para o norte ou para o sul. Só não vale ficar na praia reclamando do vento e das marés, das outras pessoas, do azar, do destino e do país. Ou ficar com medo de voltar para o mar…
ASSUMA a sua responsabilidade e decida em qual porto você quer chegar.”

Extraído do ebook “Mestre do Tempo”, Cap. 4 – Metas e Objetivos
Imagens cortesia de SalvatoreVuono e lkunl.

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2 comentários sobre “Seu destino se parece com o quê?

  1. Que curioso essa descoberta sobre o destino. Repare que durante os acontecimentos mais difíceis da vida, como a morte de alguém querido, encaramos o destino com algo prescrito, determinado, não mutável, mas até mesmo diante do que é natural e imutável, podemos ter a escolha da maneira com que vamos encarar e reagir a eles. Somos sim barcos a vela no mar, mas Deus nos deu um timão ou manche para navegar e mesmo se vier tempestades, ainda assim poderemos escolher se vamos enfrentar as ondas gigantes torneando a tormenta ou vamos paralisar de medo e ficar à deriva até a tempestade passar. Sempre temos uma escolha, mas a melhor sempre inclui decidir agir. Adorei o texto!!

    • Caro Wagner,

      fico muito feliz que tenha gostado do artigo. Dá pra perceber que você “pegou” a essência do texto.
      É assim mesmo como você disse. Está em nossas mãos a decisão sobre “como” encarar os acontecimentos em nossas vidas.
      Podemos decidir sermos “vítimas” ou ser como o ouro ou o aço, que passa pelo calor do fogo para se tornar mais puro e mais resistente.
      Muito grato pela sua visita. Continue acompanhando e principalmente contribuindo com seus comentários.
      A participação ativa de pessoas como você é que torna a experiência de blogar ainda mais estimulante!

      Grande abraço!

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