celebridades e assassinos

O que você, Paris Hilton e assassinos seriais têm em comum? A desculpite.

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Você pode ter mais em comum com celebridades e com “serial killers” do que você poderia imaginar. 99% da população mundial apresenta certos sintomas… Você já fez algum um exame para ver se você também sofre de desculpite?

Estudo de casos

Em 2010, a jovem socialite Paris Hilton foi pega em flagrante com um grama de cocaína em sua bolsa. Aos policiais, ela afirmou que não tinha visto aquilo até ser parada pela polícia. Para ela aquilo parecia se tratar de uma embalagem com chiclete. Também afirmou que a bolsa não era dela e sim de uma amiga, apesar de seus documentos estarem dentro. Aparentemente a desculpa não colou e ela acabou processada por possessão de drogas.

Outro exemplo, agora do lado sinistro. Francisco de Assis Pereira, também conhecido como “o Maníaco do Parque”, é o assassino confesso de pelo menos seis mulheres e tentou assassinar outras nove em 1998. Preso até hoje, como desculpa ele alega em sua defesa que o que fez no passado não teria sido fruto de sua própria vontade, mas sim de “uma coisa maligna, maldita” que o dominava e o obrigava a cometer tais atos.

A desculpite não é de hoje. Veja só este outro caso sinistro, ocorrido há 85 anos. Em maio de 1931, 150 policiais da cidade de Nova York foram mobilizados para capturar um único elemento. A polícia cercou o prédio onde o homem se encontrava, que por sua vez não estava disposto a se entregar facilmente. Durante as duas horas que o cerco durou, até a captura, centenas de tiros foram disparados dos dois lados. Cerca de dez mil pessoas assistiram a tudo das ruas ao redor.

O elemento era Francis Crowley, conhecido como o “rei dos matadores”, o homem que mataria “ao cair de uma pena”. Crowley havia sido o responsável direto por diversos roubos e assassinatos, inclusive de policiais, todos cometidos a sangue frio.

Você não precisaria de mais informação para considerar o tal Crowley como um indivíduo perigoso, certo? Mas o que ele próprio achava de si mesmo? Durante o cerco, já baleado, Crowley escreveu uma carta “a quem pudesse interessar”. Suas palavras: “Debaixo do meu casaco há um coração cansado, mas bondoso – um coração incapaz de fazer mal a qualquer pessoa”. Meses depois, aos 19 anos de idade, pouco antes de sua execução na cadeira elétrica, Crowley deu sua desculpa: “É o que consegui por defender-me”.

Um exemplo mais atual: a operação da polícia federal, denominada “Lava-Jato”. Os acusados se desculpam e se justificam diante de toda a podridão já apurada. “São doações legais de campanha”, “estou sendo perseguido”, “estou surpreso com essas acusações”… Fico imaginando quantos homens e mulheres que já estão cumprindo suas penas nas prisões deste nosso Brasil e que também se consideram injustiçados e perseguidos…

Mas e a gente como a gente?

pessoa recebendo crítica
Ok, concordo que todos os casos acima são bem extremos. Vamos então sair do universo corrupção-polícia-ladrão. Vamos voltar para o nosso mundo de pessoas de bem. Será que o comportamento das pessoas com quem vivemos é muito diferente diante das acusações e da crítica? Será que a nossa própria atitude é diferente?

Faça um teste. Volte para um momento da sua vida, no qual que você foi severa e duramente criticado por alguém. Reviva esse momento em sua mente. Onde foi? Como foi? O que foi dito? Como foi dito? O que você disse? Posso apostar que você também se desculpou, se justificou e se defendeu, independente se o que foi dito era verdade ou não. Ficou algum ressentimento? É a desculpite em ação.

Concluindo

Não critique e nem julgue os demais. A crítica é totalmente ineficaz para produzir mudanças. Tudo o que a crítica consegue é fazer com que o outro se defenda e se feche em sua posição de defesa. Seja compreensivo com os erros dos outros e lembre-se de que nem mesmo você reage bem à crítica.

O outro lado da moeda: reconhecer e assumir erros é anormal na natureza humana. Mas é uma das qualidades mais evidentes de um ser evoluído. Deixe de lado a desculpite e recepcione bem a crítica, considerando a intenção positiva da pessoa que a faz (sempre há uma intenção positiva). Se a crítica for boa, aproveite. Se for injusta, deixe que passe.

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